Haja vista que na maioria das vezes nem eu saiba do que estou falando, porém, faço da escrita uma forma de colorir/dar significado ao meu cotidiano, desta maneira, que não lhe importe o que estou querendo dizer, ou seja, que apenas lhe sirva ou não como objeto para alguma coisa, que seja, pra no final ficar incompreensível, desta forma, tenha certeza que este também é um dos objetivos... Porém, desta maneira, ou seja, que seja, desta forma produzir amarrações nas solturas cotidianas!
"Quem conta histórias pode sobrepor muitas camadas de imaginário e real pois sabe que os limites são tênues." (Lya Luft)
domingo, 26 de junho de 2011
Categoria Sentimento: Egoísmo
Prezados versantes, sim, assim os chamo, pois imagino que das palavras aqui lidas muitos outros versos lhes surjam, desde os mais paranóicos até os mais verdadeiros, mas bom, não tenho como saber o que fazem com o que lêem por aqui, apenas gostaria de aproveitar este post para nomear os meus leitores de versantes e desejar que possam construir boas medidas com as palavras aqui expostas.
Alguns acontecimentos cotidianos nos remetem a distintos sentimentos, dos mais lindos, mimosos e cheirosos, aos mais horríveis e tenebrosos que se pode conceber, é a vida, contradições reais que se abstraem de maneiras bastante singulares.
Ultimamente tenho pensando em um sentimento em específico, EGOISMO, fico pensando até que ponto ele se encaixaria em algo bom ou ruim, mas logo lembro-me que definir algo como saudável ou não é estritamente dependente das medidas que lançamos a determinadas projeções.
Passei a refletir sobre o egoísmo na contemporaneidade, me vinham sujeitos que não conseguem deixar alguém com reais limitações passar em uma fila de mercado, pessoas que sequer despendem-se a dividir um quentão em uma noite fria de festa de São João e no entremeio a estes pensamentos egoístas me surgiram idéias de um egoísmo justificável, pensei: Mas se o sujeito não te oferecer o quentão na noite fria de São João não poderia aquele quentão ser a sua única referencia de aconchego para este inverno? Isto não inverteria a situação e lhe colocaria e uma situação egoísta?
Como sempre cheguei a conclusão que conhecer as medidas é uma boa maneira de sustentar relacionamentos, julgar atos, etc, penso que tirar um copo de quentão de um sujeito em uma noite fria de São João é uma das selvagerias mais comumentes da contemporaneidade, digo isto pois existem um monte de objetos, lugares e pessoas que não dividimos e quando vemos algo que nos aprecia no outro pouco paramos para elucubrar qual seria o lugar de determinada representação para aquele que neste caso tornou-se objeto da sua pulsão caso não lhe tenha surgido convidá-lo para tomar um chá, enfim, as vezes aquilo que agente vê no outro é somente o que ele tem mesmo, mas a questão é que nisto tudo um quentão é apenas um quentão para quem tem lareira, cobertor, aquecedor, etc.
Como podemos ser selvagens quando fazemos das nossas fragmentações reprografias dos comportamentos alheios, não? Cada um tem a sua medida, seu fragmento (s).
À vontade versantes, confesso estar tentando ser menos egoísta com a escrita, ou seja, deixando-a mais coerente, pelo menos em categoria de sintaxe.
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