Ontem assisti o filme Água para Elefantes, em síntese ele se refere a um jovem que no dia dos exames finais do curso de medicina veterinária e da sua primeira transa (com a jovem mais linda do colégio) perde seus pais em um acidente de carro, e aí vai, pra não contar o filme... Assistam, achei gostosinho!
O que mais me chamou a atenção no filme... Diz o Senhor (dono) do circo: Irei te contratar para dar água para elefantes, a senhora: Mas não temos elefantes! Todos riem!
A frase me tomou, depois tive que voltar o filme, afinal viajei nos estratos inconscientes da frase, do que ficou? O pensamento de como poderia estar em um lugar servindo para algo que não existe, como assim, como poderia eu dar água para elefantes se os mesmos não existem? Como poderia eu alimentar sonhos enquanto os mesmos parecem anoréxicos, bolemicos, sei lá...
Estranhei. Perguntei-me: Que estaria fazendo senão dando corda ao impossível, acreditando em qual ilusão?
Estaria parada e com os pés fincados no chão com a ilusão de estar voando nos mais coloridos sonhos, quem era eu afinal de contas? Quanto tempo não me perguntara sobre a realidade (DOS FATOS), onde estariam os meus pés, em meus sonhos, nas fantasias viajantes, longe voando pra bem longe sem saber onde realmente estaria, mas ora veja perguntei-me: Onde estou na realidade? (Ai perdi 20 minutos de filme).
Com os pés presos, atados ao chão acreditando que a vida poderia alimentar-se de um mundo de sonhos, como se sonhar fosse suficiente, sensação imediata de que não haveria mais nenhum forma de alimentar sonhos, eles estavam cheios, de saco cheio, sonhos que para serem vividos enquanto retorno, produto, vida, precisavam nada mais nada menos que de pouso, de chão, que seja para partir na realidade, mas que seja um vôo concreto, quem sabe, ainda não sei muito bem como seria uma vida de sonhos concretos, com os pés no chão, de vai e volta, no entremeio, mas sei que por agora alimentar elefantes somente se forem reais, depois é depois, elefantes também podem se tornar belos beija-flores, depois.

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