Chegou com uma insegurança que somada a minha não sabia se construiríamos algo ou até mesmo se manteríamo-nos de pé;
Acreditou em cada palavra que nem eu mesma conseguia acreditar serem verdadeiras;
Aceitou como identidade o que para mim parecia alegoria;
Chegou sem agendar, teve a audácia de não interfonar, e quando me dei conta havia entrado em minha vida;
Talvez insegurança, verdade, alegoria, encontros marcados, não fossem palavras necessárias para quem queria era deixar no baú todas as fantasias e fantasmas dessas palavras e almejava engenhar uma nova ficção.
Acho que nos fazemos bem por termos deixado essas tais palavras mudas como molduras de uma arte porvir, por termos aceitado o convite da ficção, e apostado em uma nova arte, na arte do olhar para além da moldura.

Convites foram feitos para serem aceitos. Depois se vê o que fazer com o que vier...
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