Faz um bom tempo que tenho este Blog, mas nos últimos tempos andei aderindo as propostas sintéticas do twitter e do tumblr, contudo me surgiram algumas idéias e pensei que elas mereciam de um espaço onde as palavras não teriam limites, ok, vou retornar ao Blog, mesmo com a pré-impressao de que as pessoas me escutam mais nos sintéticos versos do twitter.
E por falar em sintético,
Minhas pernas tremem quando alguém diz: Seja breve e objetiva, me soa: Seja curta e grossa (sei lá bem por que), me parece que o limite entre nada dizer e pouco dizer é bastante tênue, ou seja, melhor não dizer nada? A resposta é: Não, utilize o seu espaço de tempo e diga alguma coisa, mas seja breve, puft, como não ser grosseira?
Nas tentativas de não encarnar a grosseria na brevidade...
Te dou uma olhada, se não surtir efeito tento com uma piscadinha, utilizo-me do silencio na hora da pergunta, se não surtir efeito me arranjo com uma expressão, faço uso da palavra, se não surtir efeito te convido para observar alguma coisa, tudo isso porque acredito na grosseria da brevidade? Não, porque acredito que o limite entre efeito de tiro e poesia da palavra é bastante tênue e eu, silenciosa por mim mesma, as vezes prefiro a expressão “melhor não dizer nada” do que dar um tiro na palavra, principalmente naquele que a ela é sensível. A arcaica frase: Há maneiras e maneiras de se dizer, tanto que as vezes um dito “Eu te odeio” pode surtir efeito de “Eu te amo”, etc.
Contudo, não me tiro da palavra, a prolixidade faz-me sentir menos atingida, mas será que alguém leu e entendeu alguma coisa? Tiro (nas) palavras?
Acordei e não escutei nada, somente o habitual, a sirene dos bombeiros, os carros freando e acelerando, mas confesso que para mim não há silencio que resista ao colorido que se faz em um dia de sol e céu azul. Ainda bem que tal silencio ecoa como palavra, pelo menos para mim.

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