Que viver seja algo sem tamanho, não tenho dúvidas, com ressalvas, óbvio, quando entramos em um movimento que deixa toda e qualquer abertura de vida condensada, aí cada um dá o seu jeito, no real se está dando voltas em círculos, voltas necessárias para que seja construída uma nova ótica, é meio que um movimento de ir circulando e recolhendo marcas para construir um “caminho-outro”.
A sensação é semelhante a de sair de um daqueles brinquedos que fica girando girando até dizer para! Saímos tonteados, andamos tortos, sem saber onde estamos e aos poucos vamos recuperando nossa capacidade de equilibrarmo-nos e observarmos.
Se a vida fosse análoga a um parque de diversões (E pode ser mesmo), seriamos um de nós em cada brinquedo, um de nós que escorrega, que sobe e desce na gangorra, desce o mastro e vai vai vai bem alto no movimento da balança até encontrar-se com a sensação de poder voar, sair do parque, ir para outro lugar para dar novos giros e quem sabe descobrir um novo brinquedo.
Assim viver parece sem tamanho porque podemos ser muitos de nós mesmos ao sairmos do gira-gira, porque podemos encontrar uma balança minimamente forte e energia suficiente para impulsionarmo-nos até nos encontrarmos com a sensação de deliberadamente termos saído do chão.

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