Impossível ouvir a mesma música e não deixar-se arrepiar por melodias que outrora foram marcadas por lágrimas e alegrias, momentos que hoje transformam o silêncio em uma metamorfose de cenas, fantasias, utopias...
Ainda podemos lembrar dos momentos que nos encontramos e desencontramo-nos, mas dificilmente saberemos onde estes se efetivaram, exceto quando pudemos olharmo-nos e dividir traços do nosso encantamento ou quando o nosso amor excedeu-se e então tivemos que viver o nosso desencontro para que pudessemos nos encontrar e quem sabe um dia viver o nosso amor como um desencontro.
E a distância que nos propomos naquele último olhar nos jogou para outros lugares, outros olhares, outras músicas, mas ainda a cadeia de cenas e sons faz desta canção a nossa música, e bom, hoje já podemos nos olhar nos olhos e deixar-mo-nos lembrar com carinho dos nossos tempos, da nossa música.
Ausentamo-nos para viver a nossa presença
Haja vista que na maioria das vezes nem eu saiba do que estou falando, porém, faço da escrita uma forma de colorir/dar significado ao meu cotidiano, desta maneira, que não lhe importe o que estou querendo dizer, ou seja, que apenas lhe sirva ou não como objeto para alguma coisa, que seja, pra no final ficar incompreensível, desta forma, tenha certeza que este também é um dos objetivos... Porém, desta maneira, ou seja, que seja, desta forma produzir amarrações nas solturas cotidianas!
"Quem conta histórias pode sobrepor muitas camadas de imaginário e real pois sabe que os limites são tênues." (Lya Luft)
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Lembranças - A nossa Música
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário